Aconteceu em Santa Cruz do Xingu- Encerramento do mês Mariano

Paróquia Santa Cruz do Xingu
Solenidade da Santíssima Trindade
Nesta noite solene em que celebramos com simplicidade, carinho e amor a Trindade Santa e o encerramento do Mês de Maria com a coroação de Nossa Senhora. Ao Deus Uno e Trino suplicamos o seu amor e a sua misericórdia sobre nossas vidas e a nossa Igreja.

Por Gigliane G Leite – Agente Leiga de Pastoral

 

 

XAVANTES EM REIVIDICAÇÕES POR NENHUM DIREITO A MENOS!

 

Por nenhum direito a menos;

XAVANTES EM REIVINDICAÇÕES

Por nenhum direito a menos;

Quem são os Xavante?

Os Xavantes são um povo indígena que vive nas Terras Indígenas ao Leste do Mato Grosso de Areões, Marechal Rondon, Parabubure, Pimentel Barboza, São Marcos, Marâiwatsédé, Sangradouro, Volta Grande, Chão Preto e Ubawawe e ainda ao Noroeste de Goiás nas Aldeias Indígenas de Carretão I e II.

Uma das características marcantes do povo Xavante é o espírito guerreiro. 

O cacique Damião Paradzané convidou mais uma vez a Prelazia de São Félix do Araguaia para ouvi-lo e apresentar algumas situações que tem tirado o sono dele e das demais lideranças das Aldeias.

Segundo o Cacique Damião “os indígenas gostam de autoridade que ajuda e atende”, por isso recorre a Prelazia no intuito de ajudá-los a defender seus direitos e ter suas reivindicações atendidas

Sobre o Cacique Damião Paradzané;

O cacique Damião Paradzané é a principal referência quando se fala da luta pelo retorno dos Xavante para sua terra tradicional. Enfrentando, inclusive ameaças de morte. Damião, que saiu de Marãiwatséde ainda criança, vem fazendo denúncias, articulando seu povo e aliados dentro e fora do país. Damião é a principal liderança no cumprimento da vontade dos mais velhos que pediram para retornar para sua terra natal: Marãiwatséde.

Damião é, para a luta dos povos indígenas de Mato Grosso, um ícone na busca pelos direitos humanos a partir do direito territorial. Luta que se vem fazendo através da resistência de vários povos que ainda sofrem por estarem fora de seus territórios tradicionais ou que têm estes invadidos frequentemente.

O território xavante, chamado Marãiwatséde, está no centro de um eixo de escoamento de soja e gado, motivo qual é palco de tantos conflitos e desentendimentos e até mesmo violação dos direitos indígenas.

O cacique Damião e Padre Aquilino (Padre Xavante-Salesiano) acolheu com esperança o Bispo Prelatício Dom Adriano Ciocca Vasino e a equipe da Prelazia do setor de comunicação da mesma e as irmãs Luzinete e Jane da Congregação de São José de Novara, que vieram conhecer a realidade e quem sabe num futuro próximo desenvolver alguma ação junto da comunidade indígena.

Ao chegarmos na Aldeia Aõpa, uma roda de conversa, já iniciava no intuito de elucidar os fatos e apresentar o motivo do referido convite.

Padre Aquilino Xavante lembra da importância da Prelazia que sempre apoiou e está ao lado da comunidade indígena e diz que o comunicado será dado assim pelo Cacique Damião.

Logo em Seguida em novo do Povo Xavante Cacique Damião, saúda o bispo e relembra do compromisso de Dom Pedro Casaldáliga com a comunidade e exalta porque mesmo pós a morte o compromisso firmado se mantém de pé.

Dom Adriano faz também a sua manifestação de apoio e solidariedade e relembra a necessidade de estar ao lado dos pequenos e perseguidos

Xavantes pedem mais atenção à saúde

O cacique Damião Paridzané relatou que a população sofre com a falta de assistência à saúde e afirma que o povo indígena está esquecidos.

Eu, como cacique, já cobrei muito. Esse recurso que o governo repassa para o Ministério da Saúde foi para onde? Cadê o atendimento da saúde? Cadê a recuperação da saúde do índio, os índios estão morrendo”, questiona.

O cacique conta que tem relatos, de povo indígenas morrendo devido a falta do básico. “É uma tristeza. Afirma o Cacique e afirmam que médico e enfermeiro são os trabalhadores de campo, culpa maior são as autoridades e a falta de repasses e verbas, pelos órgãos e autoridades. Quem cuida da saúde do índio fala que é desnutrição, mas tem também o outro lado que é a falta de atendimento à saúde, falta de tratamento especial. ” Segundo o cacique, na aldeia, faltam medicamentos e equipamentos básicos (Maca, Luva, material para saturação, inclusive no atendimento as doenças crônicas mais comuns como diabetes, pressão arterial com suas alterações entre outras) …

Em dialogo e conhecendo melhor a aldeia, foi perceptível o descaso com um único médico que atende as Aldeias e 1 técnica de enfermagem indígena que contribui referente mais na comunicação, mas é muito pouco para atender toda uma extensão. Quem trabalha com essa população percebe as dificuldades enfrentadas não só pelo povo Xavante. Padre Aquilino Xavante explica que a deficiência na atenção à saúde ocorre de forma generalizada.

Damião conclui que “É uma deficiência estruturante por parte da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), que tem apresentado uma série de problemas de gestão da política de atenção à saúde indígena que reflete, infelizmente, na falta de assistência, na falta de medicamentos e na falta de estrutura para transporte. Não existe sequer uma ambulância, nem uma prancha de resgate, dificultando o atendimento em caso de quedas e fraturas Isso, no caso de Marâiwatsédé, é perceptível.” 

A SESAI é ligada ao Ministério da Saúde e é o órgão responsável pela atenção aos índios.

Para o cacique, o problema não é causado pela falta de dinheiro, mas pela má gestão e questiona de quem é a culpa, se é o “Ministro da Saúde, do Governo ou quem trabalha dentro”. Ele afirma que tem conhecimento do repassa recursos pelo Governo, para o povo que não é índio e que afirma cuidar, mas quando ele cobra referente a saúde do índio a resposta sempre é a falta de recurso. “Isso é mentira. A gente conhece”, diz Damião.

Damião também relata a morte de uma indígena, por negligência no atendimento e falta de medicamentos,

Para melhorar a vida em Marâiwatsédé, a comunidade tem investido no reflorestamento e na plantação. “O governo ajudou a fazer a plantação das mudas para reflorestar. Junto com a Funai, estamos trabalhando, plantando mudas de banana, de pequi, de frutas para recuperar a mata”, conta o cacique.

Ainda sobre a BR-158

Em relação o desvio prometido aos Xavantes, para deixarem suas terras livres, o Cacique afirma que tem cobrado ao DNIT e as demais autoridades, e que está aguardando que comecem o quanto antes.

Ida aos Xavantes em Brasília e apoio ao Governo

 

`Cacique Damião afirma que foi uma vergonha, a manipulação feita e que não representa a opinião de toda reserva indigna dos Xavantes, e diz “ como posso falar bem do governo e apoiá-lo se estamos neste descaso total e minha maior preocupação e que o contato que os indígenas jovem tem tido, fora da aldeia tem influenciado de forma negativa, na vida da comunidade, estão sendo facilmente corrompidos é necessário que os mesmos voltem as origens e valorize a luta que travamos para cuidar do que é nosso”.

Em dados momentos Cacique Damião diz que tem recebidos inúmeras propostas de pessoas que querem fazer plantios, mas que não há negociação, envolve muito dinheiro e o tipo de plantio que querem degrada ainda mais a terra e fere a mata, sua preocupação e desejo que a terra se recupere do período que foi tão agredida e que a mata volte a ser valorizada e que a comunidade Xavante possa voltar seu percurso de sobrevivência e costumes, respeitando as origens e a história de lutas para manter a comunidade viva.

Pastoral da Criança em Querência!

CAMPANHA SOLIDÁRIA – PARCERIA DA RADIO INTERATIVA FM 97.9 COM A PASTORAL DA CRIANÇA DE QUERÊNCIA-MT.

Por Ir.Eliane

A Rádio Interativa FM da cidade de Querência-MT, sensibilizada pela situação agravante da pandemia que assola a nossa humanidade, e mediante a realidade de vulnerabilidade econômica e social de muitas famílias do município de Querência, encabeçou uma campanha solidaria a fim de arrecadar cestas básicas para assistir as famílias que estão cadastradas na Pastoral da Criança do regional Imaculada Conceição que atende toda área do município, tanto a área urbana como a área rural, incluindo também a área indígena com o atendimento a algumas comunidades tradicionais.

Foram arrecadadas várias cestas básicas sendo assim distribuídas: 58 foram destinadas para a Pastoral da Criança, 5 cestas básicas foram destinadas para a pastoral da solidariedade e 2 cestas para a Instituição Ovelhinhas de Jesus.

No dia 24/05 a equipe da pastoral da criança que tem a senhora Margareth como coordenadora e algumas líderes da Pastoral da Crianças e as Irmãs Missionárias da Sagrada Família foram até a referida Rádio Interativa FM receberem as cestas básicas e fazer os devidos agradecimentos pelo significativo gesto de solidariedade e de amor ao próximo, sobretudo nesse tempo tão difícil para tantas pessoas com essa crise pandêmica que parece não ter fim.

A distribuição destas cinquenta e oito cestas básicas doadas pela Radio como mais ou menos outras quinzes cestas básicas que são arrecadadas mensamente pela Pastoral da criança no comércio e nas famílias serão todas entregues às famílias cadastradas, logo após a realização da Assembleia Paroquial da Pastoral da criança que ocorrerá próximo dia 04 de junho no espaço da casa da Pastoral da criança que fica está localizada ao lado da Igreja de São José – Bairro Nova Querência .

Que Deus continue tocando e sensibilizando muitas pessoas a serem solidarias sempre com os que mais necessitam de nosso amor e solidariedade! Pastoral Da Criança – Regional de Querência-MT

 

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